Como desmistificar a matemática no dia a dia Simpósio Brasileiro de Psicologia da Educação Matemática, que será sediado no Recife nos dias 30 e 31 de maio, discutirá o tema na educação básica.

O maior temor da semana de provas. Grande ameaça à hegemonia azul dos boletins. Para muitos estudantes, das mais diversas faixas etárias, é este o papel que a matemática ocupa durante o período escolar. Cada vez mais, entretanto, há uma busca no meio acadêmico para que essa aprendizagem seja menos “traumática”. E que se enriquece quando há a     combinação entre atividades escolares e realizadas em casa com instituições de ensino e familiares atuando em conjunto.

Projeto de Lei que regulamenta ensino em casa
O projeto de lei que regulamenta o ensino em casa na visão de especialista, existe desvantagens e consequências, o projeto do Governo Federal é um retrocesso ao avanço da educação no Brasil. Estamos voltando aos anos 60 e bem antes, quando os pais nas fazendas contratavam professores leigos para ensinar os filhos em suas residências, mas nessa época algumas regiões não existiam escolas, que é o contrário de hoje, que o Estado e Municípios são obrigados a oferecer a educação básica.

“Crianças precisam da presença de outras crianças para que seu desenvolvimento seja saudável e elas criem empatia. Adolescentes começam uma jornada pela sua identidade e encontram isso em grupos e tribos com prazeres parecidos. Até os Adultos precisam de inteiração social como amizade durante a vida adulta para ajuda a afastar sentimentos de solidão”. Explica Valdivino Sousa Matemático, Pedagogo e Psicopedagogo.

A regulamentação do 'homeschooling' ou educação domiciliar era uma das metas do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para os 100 primeiros dias de seu governo, isso desde a sua campanha. Nesta quarta-feira (11) o presidente Jair Bolsonaro assinou o projeto de lei que pretende regulamentar a educação domiciliar no Brasil. Antes de entrar em vigor, o texto precisa tramitar no Congresso, mas Bolsonaro já assinou um o decreto que institui a Política Nacional de Alfabetização e estabelece as diretrizes para as futuras ações e programas.

Entenda o método de Educação

A educação domiciliar é uma modalidade de ensino em que pais ou tutores assumem o processo de aprendizagem das crianças, ensinando a elas os conteúdos ou contratando professores particulares. No entanto, não havia regras para a prática até então.
A Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned), estima que sejam 7,5 mil famílias ou cerca de 15 mil estudantes que praticam este tipo de ensino. Em comparação, foram registradas 48,5 milhões de matrículas nas 181,9 mil escolas de educação básica do país, segundo o Censo Escolar 2018 divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Assim dizem a legislação: No artigo 205, a Constituição trata a educação como um “direito de todos e dever do Estado e da família”, a ser “promovida e incentivada com a colaboração da sociedade”. O objetivo é o “pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que os menores tenham "acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência". Assim, deixar de matricular crianças na escola poderia ser interpretado como abandono intelectual.

A importância de terem as crianças na escola regular 

Dos 2 até por volta dos 7 anos, Piaget  classificou como Estágio simbólico, ou seja, na fase de alfabetização o pensamento da criança está centrado é um pensamento egocêntrico. E é nesta fase que se apresenta a linguagem, como socialização da criança, que se dá através da fala, dos desenhos e das dramatizações por isso existe a desvantagem de impedir a criança a interagir com o mundo e o externo.

Nessa fase de alfabetização elas entram em um contexto no qual vão poder lidar de igual para igual, o que não acontecia dentro de casa. Eles constroem suas próprias regras, colocam limites entre si e criam ambientes de cooperação quando decidem fazer juntos. Tudo isso é essencial para o desenvolvimento delas.

Na escola, as crianças aprendem a dividir a atenção do adulto — nesse caso, o professor — com outras crianças e começam a considerar o lugar do outro.
Conforme eles crescem, começam a formar sua identidade e a questionar a sua dependência. Na adolescência, somos questionadores e inconformados com as limitações estabelecidas para quem ainda é menor de idade. Essa fase costuma ser um desafio para os pais. Mas não podemos esquecer que para os adolescentes também é difícil. Por isso, é fundamental que eles encontrem seus grupos. 

Segundo Valdivino Sousa “dos 7 até por volta dos 11, a criança ainda continua bastante egocêntrica, ainda tem dificuldade de se colocar no lugar do outro. E a predominância do pensamento está vinculado mais acomodações do que as assimilações, a necessidade de inteiração é para aprender os limites, desenvolvimento físico e emocional. Tudo que a criança vivenciou nessa faze que vai por volta dos 11 anos até a vida adulta, é uma fase de transição, de criar ideias e hipóteses do pensamento. A linguagem tem um papel fundamental para se comunicar”.

O que é o homeschooling, a educação domiciliar?
Na educação domiciliar a responsabilidade da escola é transferida para a família. Crianças e jovens são educados em casa com o apoio de adultos responsáveis, sejam eles familiares ou tutores. O tema é polêmico, em alguns países como Estados Unidos e Canadá a prática é adota, em outros como a Suécia, é considerado crime.

Como funciona na prática?
Não existe um modelo único. Há casos em que os próprios pais assumem o papel de ensinar os filhos. Em outros, professores particulares são contratados como tutores desse processo. Cursos complementares também podem ser usados como ferramentas para a aprendizagem. Para Ricardo Dias, presidente da Aned, “educar em casa é treinar o filho para aprender.  Os pais não precisam saber todo o conteúdo para educar em casa, e sim saber ajudar seus filhos a buscarem o conhecimento”. Mas especialistas discorda dessa prática, pois impedem o convívio das crianças com o mundo externo,

Com relação ao conteúdo, as crianças e os jovens que estudam em casa, por não ter uma regulamentação nesse sentido, não seguem necessariamente o conteúdo das escolas. A aprendizagem também varia conforme os assuntos de interesse das crianças e jovens.

Por que a necessidade da educação oferecida pelo Município Estado?
Por que ajuda a reafirmar a identidade e lidar melhor com os problemas. Em geral, eles podem estar passando pelos mesmos desafios. Se você é pai e tem preocupações com isso, vale a pena estimular encontros saudáveis.
O projeto de regulamentar a Educação em casa, deixa um leque de questionamentos principalmente pelas classes mais pobres, sabemos que essa população não têm condições de contratarem professores capacitados, bem como ter uma estrutura em casa para oferecer aos seus filhos uma educação de qualidade. Por outro lado é um método antigo, que não irá dar certo no Brasil, pois os pais que têm condições já o mantém seus filhos em bons colégios particulares.
“Privar as crianças de fazer amigos, seja, na escola ou no bairro, no futuro elas podem ter várias consequências dentre as quais: dificuldade no desenvolvimento psicossocial, timidez, insegurança, medo, dificuldade de aprendizagem, dificuldade de socialização, dificuldade de inteiração com o externo, ou seja, com as outras crianças e adultos. Além de desenvolver outros transtornos na vida adulta”. Explica Valdivino Sousa.

Como todos sabem o convívio social, em todas as fases da vida é de suma importância, no caso da educação em casa, nada impede dos pais contratar um professor em sua área específica para dar um reforço em determinada matéria, como de costume reforço em Matemática, Física, Química, ou língua Portuguesa, isso já existe. É desnecessário regulamentar um projeto de Lei, sabendo que não vai vigorar na prática, pois os pais que têm condições financeiras já colocam seus filhos em escolas particulares. E outra questão é como ensinar para os filhos o conteúdo exigido pela legislação, como contratar uma equipe de professores para lecionar em casa? Será que o Município, ou Estado irá fiscalizar, bibliografia de livros didáticos, e quem irá emitir o Certificado e histórico com carga horária de alfabetização, ou ensino fundamental?  Este projeto do Bolsonaro desde a sua campanha já era  polêmico e questionado.

 

A matemática soviética rebelde que foi impedida de estudar
 A matemática soviética rebelde que foi impedida de estudar 
 Olga Ladyzhenskaya: A matemática soviética rebelde que foi impedida de estudar

Ela publicou mais de 250 pesquisas, sete monografias e um livro, nos quais deixou conceitos matemáticos de enorme influência em áreas tão díspares quanto a probabilidade, a meteorologia e a medicina cardiovascular.

Conheça os melhores aplicativos apps de Matemática
 Conheça os melhores aplicativos apps de Matemática. 

Aplicativo de matemática conheça melhores apps para fazer contas. Aplicativos de matemática podem ser úteis para tarefas do dia a dia ou para estudar para passar em concursos.

Neste post Valdivino Sousa selecionou uma lista com os melhores apps que tornam o aprendizado e estudo mais divertidos e interativos. A seguir uma série de apps disponíveis na Google Play Store e na App Store que auxiliam no estudo e aprendizado da disciplina, inclusive com conteúdos interativos. 

Lista de matemáticos do Brasil

Esta lista de matemáticos do Brasil inclui notórios matemáticos nascidos no país como também aqueles oriundos do exterior e naturalizados brasileiros.

                                                                 Valdivino Sousa

O método que criou ajuda no aprendizado de equação de 1º grau, com o uso de objetos ilustrativos, pois mostram para as pessoas que quando falamos 2x ou 3x podem ser duas maçãs, ou duas laranjas e as figuras ilustram o problema matemático de uma forma agradável e desperta o interesse do aluno querer entender e resolver.




Equação de primeiro grau com as operações de somar e multiplicar 

Resolução: 

Primeira linha, temos: 3x =30   x = 30/3  
x = 10 então, cada par de tênis vale 10

Resultado de imagem para matemática online

Valdivino Sousa, indica 10 sites e canais de vídeos para estudar Matemática de graça,
ele é Matemático e Pedagogo e sempre busca ajudar as pessoas entender a Matemática de forma diferente. Os sites e canais de vídeos para estudar Matemática de graça são de professores renomados e que oferecem gratuitamente conteúdos online para atender as mais diversas demandas dos estudantes: se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares ou Concursos Públicos.

 

Professores oferecem gratuitamente conteúdos online para atender as mais diversas demandas dos estudantes: se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou vestibulares. Você sabia que pode estudar Matemática de graça?  Veja onde você pode acessar conteúdos específicos e resolver exercícios, sem gastar nada. Selecionei os 10 melhores sites e canais de vídeos no You tube.

 

Equação de primeiro grau envolvendo Raciocínio lógico com objetos ilustrativos. 

Como sabemos a Matemática está presente em tudo, desenvolver equação de 1º grau com objetos ilustrativos é uma forma de ensino, que desperta o interesse das crianças e até dos adultos para resolver um problema proposto. 

O método criado pelo Matemático Professor e pesquisador Valdivino Sousa tem feito um grande sucesso nas redes sociais e nas escolas e eventos de Matemática. Conhecida como Engenharia Didática em Educação Matemática que utiliza objetos ilustrativos no lugar de X Y Z, por isso que seu método se chama XYZ, nesse método os objetos assume o lugar das letras, a famosa e rejeitada algébrica no ensino fundamental nas equações e expressões algébricas. 

 

O professor Matemático e Pedagogo Valdivino Sousa, discorre sobre a Pedagogia e a História da Educação.

Pedagogia é a teoria crítica da educação, isto é, da ação do homem quando transmite ou modifica a herança cultural. A educação não é um fenômeno neutro, mas sofre os efeitos da ideologia, por estar de fato envolvida na política.

O Matemático e Pedagogo Valdivino Sousa comenta sobre Professores premiados pela Acic. Professores de Matemática são premiados pela Acic, o Prêmio reconheceu as melhores propostas inovadoras em sala de aula. O Matemático e Pedagogo Valdivino Sousa editor do Blog tudo é Matemática e do blog Matemático Sousa www.matematicosousa.com.br explica que é de grande relevância uma homenagem como essa, pois incentiva o docente a criar novos meios e novas bases para continuar na vocação de professor.

Neste artigo o Matemático e Pedagogo Valdivino Sousa aborda a importância da primeira mulher Matemática que faz parte da História da Matemática até nos dias de hoje.
A primeira mulher matemática da história e sua brutal morte, estou falando de Hipatia a primeira mulher matemática de que se tem conhecimento seguro e detalhado. Era muito respeitada, mas, em 415 ou 416 depois de Cristo, foi atacada brutalmente em Alexandria. A foto acima é uma lembrança marcada pela história da morte de Hipatia de Alexandria, uma ilustração em um livro do século 19.


Valdivino Sousa por que tudo é Matemática? o matemático Valdivino Sousa explica porque tudo é Matemática, a Matemática é conhecida como a ciência das ciências, ou a mãe de todas as ciências, em tudo que fazemos ou vivenciamos ela está presente. A Matemática tem tantas definições e infinitas aplicações, e vista como prazerosa para quem gosta e vive ela no cotidiano.



 Vai chutar na prova do Enem: conheça a Metodologia TRI, pois é para quem está pensando chutar na prova do Enem, conheça a Teoria de Resposta ao Item, chamada TRI, essa técnica é usada nas provas objetivas do Enem, tem sistema ‘antichute’ para detectar se o candidato tem ou não a proficiência exigida para acertar as questões mais difíceis.
Vai chutar na prova do Enem? Entenda a metodologia da Teoria da Resposta ao Item -TRI.   
Depois de um primeiro dia "100% humanas", o segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2018) acontece neste domingo (11/11) com 45 questões de matemática e 45 de ciências da natureza (física, química e biologia). A concentração de disciplinas que exigem muitos cálculos dos candidatos fez o governo flexibilizar a regra neste ano e conceder a todos os estudantes 30 minutos a mais para realizar a prova, mas quem não conseguir responder a todas as perguntas a tempo vai ficar na dúvida: chutar ou não chutar a resposta? 

·         TUDO SOBRE O ENEM 2018

Especialista na metodologia do Enem, Tadeu da Ponte, professor e coordenador dos processos seletivos do Insper, já adianta que a Teoria de Resposta ao Item (TRI), a metodologia usada nas provas, tem um sistema "antichute" desenhado para detectar quando o estudante provavelmente não sabe a resposta correta, mas acerta mesmo assim.
Ele destacou, porém, alguns momentos em que chutar entre as cinco alternativas – ou entre duas ou três, após um primeiro filtro – é a melhor opção.
Veja abaixo como funciona a TRI e quando confiar na sorte para garantir pontos nas provas deste domingo:

Para que serve a TRI?

Segundo Tadeu, que também é o fundador da empresa de avaliação Primeira Escolha, e membro do comitê técnico de pesquisa do Portal Iede, o propósito da TRI é criar uma medida para avaliar a proficiência de uma pessoa em uma determinada área do conhecimento. Ele explica que ela existe porque essa proficiência está "dentro da pessoa" (em termos técnicos, isso é chamado de "traço latente"). Por isso, é preciso testar a reação dela para observar o quanto ela sabe. "Se eu pudesse olhar para alguém e saber o que ela sabe de matemática, ela não precisaria fazer prova", diz ele.

"No fundo, a TRI serve para a gente fazer o processo da maneira mais justa possível. Fazer com que a proficiência observada de cada aluno seja a mais próxima possível da verdade, a que está dentro dele", afirmou Tadeu da Ponte.

Qual é a diferença entre o Enem e outros vestibulares?

Os outros vestibulares usam a metodologia tradicional, na qual cada acerto equivale a um ponto. No Enem, o número de acertos não é o único critério para definir o total de pontos de cada candidato. Outras variáveis são levadas em conta, como quais questões o candidato acertou.
"Não estou querendo saber exatamente quantas questões a pessoa acerta. Isso é um meio para chegar no objetivo final, que é medir a proficiência em matemática e a de ciências da natureza, que são as próximas", explicou o especialista.

"Eu não tenho apenas a quantidade, eu tenho também quais questões o aluno acertou e quais questões ele errou de matemática. E as questões também têm um nível de exigência cognitiva, de proficiência, na mesma escala que a gente mede a proficiência do aluno."

Como é feita a prova do Enem?
Para elaborar uma prova do Enem, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Estatísticas Anísio Teixeira (Inep) buscar questões que já foram criadas e estão no chamado Banco Nacional de Itens. Todas as provas de 45 questões incluem um número equilibrado de questões de nível baixo, médio e alto para testar as proficiências de todos os candidatos.
"Então as 45 questões do Enem são questões de nível 400, de nível 500, de nível 410, de nível 600. O mais importante é que tenham questões distribuídas ao longo de cada escala", diz Tadeu.

Como o Enem define a nota de cada candidato?
Tadeu dá como exemplo um candidato que teve nota 738 na prova de matemática do Enem:

"O que significa eu dizer, com base na informação dos acertos e dos erros de um aluno, que ele tem nível 738 em matemática? Significa dizer que esses dados que eu obtive com as respostas dele me dão razoável certeza de que ele consegue acertar questões do nível 738 para baixo, e não consegue acertar questões de 738 para cima."
Segundo o especialista, é possível fazer uma analogia entre a prova do Enem e uma corrida de obstáculos, mas onde cada obstáculo tem uma altura diferente. Se um atleta é capaz de pular acima de um obstáculo de 40 centímetros, então ele também consegue saltar outro obstáculo mais baixo, de 10 centímetros. Mas, se ele não salta acima de 40 centímetros, é impossível que ele salte um obstáculo de 80 centímetros.

E se o candidato acerta uma questão mais difícil?

É aí que entra em ação o sistema "antichute", diz o matemático. Tecnicamente, trata-se de uma aplicação da chamada teoria da probabilidade: ao contrário dos obstáculos, cada questão do Enem tem sempre uma resposta correta entre cinco alternativas. Por isso, sempre existe uma probabilidade de que qualquer candidato possa acertar qualquer questão, apenas escolhendo uma alternativa ao acaso.

"Posso conseguir acertar uma questão que está muito acima da minha proficiência máxima. É como se eu conseguisse fazer uma mágica e dar um salto muito alto", compara ele.

"No entanto, quando você olha a frequência com que isso acontece, é muito pequena", ressalta. Com a teoria da probabilidade, ele explica que é possível determinar quando um aluno está acertando uma questão muito fora da sua faixa de proficiência.
"E essas probabilidades vão funcionar como dosador da razoabilidade daquele acerto dentro da faixa de proficiência daquele aluno." Ou seja: considerando o histórico de acertos e erros em todas as 45 questões, é possível calcular qual é a probabilidade de que um desses acertos seja um chute, e não a confirmação de que o aluno sabe a resposta.

O que acontece quando o Enem 'detecta' o chute?

Quando a suspeita de chute é alta, o sistema da TRI vai dar pontos ao candidato pelo acerto, mas não tantos pontos quanto para outro candidato que acertou a mesma questão. Aqui, novamente, o que diferencia os dois candidatos é quais questões cada um acertou na prova toda.
É para isso que serve o "dosador" da probabilidade de o acerto estar atrelado à proficiência: quando essa probabilidade é baixa, a pontuação pelo acerto também tem impacto baixo.

Veja alguns exemplos do que pode acontecer:
  1. Dois candidatos acertam as mesmas questões fáceis e medianas, e erram as mesmas questões difíceis: Ambos ficam exatamente com a mesma nota
  2. Dois candidatos acertam as mesmas questões fáceis e medianas, mas um deles chuta e acerta uma questão difícil: O candidato que acertou a questão difícil vai ter alguns décimos a mais na nota do que o outro
  3. Dois candidatos acertam as mesmas questões fáceis e medianas, mas um deles errou uma questão bem mais fácil do que seu nível de proficiência: O candidato que errou essa questão fácil vai ter apenas alguns décimos a menos na nota do que o outro
  4. Dois candidatos acertam as mesmas questões fáceis e medianas, mas um deles conseguiu acertar uma questão um pouco mais difícil do que o seu nível de proficiência: Nesse caso, o candidato que acertou essa questão pode ter um salto maior na nota
Por que esse salto acontece?
Tadeu dá como exemplo um aluno de nível 700 acerta uma questão de nível 710 ou 715. "O que a TRI vai entender? Que é bastante provável que na verdade ele não chutou, e sim a proficiência verdadeira dentro dele é um pouco maior do que a do outro candidato. Então o salto dele vai ser maior, ele vai avançar 15, 20 pontos."

Então vale a pena chutar?
Segundo o especialista, sempre que o candidato estiver entre as alternativas de chutar ou deixar em branco, a resposta é: vale a pena chutar.

"É melhor chutar do que não chutar? Sim. Deixar em branco automaticamente é erro. Isso pode me prejudicar pouco, mas não me ajuda nada. Mas se chutar e acertar me ajuda um pouquinho."
E dá para chutar bem? Tadeu da Ponte dá algumas dicas:

  • Atenção às questões mais fáceis
Apesar de o candidato que erra só uma questão fácil, mas mostra proficiência mais alta, não ser tão penalizado pelo erro, Tadeu explica que isso não acontece se ele for descuidado e errar muitas questões simples. Nesse caso, a TRI pode entender que a proficiência dele é mais baixa.

  • Atenção às questões do seu nível
Quando o candidato se depara com uma questão que parece desafiadora, mas não impossível para o conhecimento dele, vale a pena se debruçar sobre ela para tentar chegar à resposta correta, ou chutar entre menos alternativas, depois de eliminar outras por exclusão. Afinal, um acerto de uma questão de um nível de proficiência um pouco mais alto garante mais pontos do que o de uma questão muito mais difícil, porque pode fazer a TRI entender que aquele não foi um chute.

  • Tem alguma alternativa mais frequente?
Segundo ele, o objetivo da metodologia é justamente garantir que alguns critérios se mantenham justos, inclusive a frequência das alternativas. Uma análise feita pelo G1 com todas as respostas corretas de quatro gabaritos oficiais do Enem aplicados nos últimos anos mostra que a frequência de cada uma das cinco alternativas varia entre 18,9% e 21,1% do total, o que indica equilíbrio entre elas. Por isso, na dúvida, recorrer a uma letra porque ela aparece mais no gabarito não deixa de ser outro palpito sem base científica.
Tadeu explica que essa explicação só tem uma utilidade: quando um candidato muito bem preparado está prestes a gabaritar a prova, mas ficou em dúvida em uma pequena quantidade de respostas, ele pode verificar quais alternativas ele marcou com menor frequência para determinar a chance de as questões em dúvida terem esses alternativas como respostas possíveis.

"Fora isso, nenhuma outra dica funciona. Essa ciência se desenvolveu justamente para evitar que as pessoas usem artifícios do que seja apresentar o seu desempenho e a sua proficiência para conseguir uma nota mais alta. Não tem jeitinho. A TRI é o ‘anti-jeitinho’", diz o especialista.

ENEM 2018 - PREPARE-SE PARA O 2º DIA DE PROVAS

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