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Games ajudam na aprendizagem de Matemática


 

Games ajudam na aprendizagem de Matemática, uma pesquisa revela que games podem ajudar no ensino da Matemática, ou seja, jogos digitais levam os alunos à prática e os motivam a aprender a disciplina.
A ciência exata desafia a ciência humana, quando a psicologia e psiquiatria aponta que jogos de games atrapalham no desenvolvimento humano, quando diz que: o vício em videogames por crianças e jovens é um assunto recorrente na sociedade, sendo inclusive considerado pela organização Mundial de Saúde (OMS) como um dos problemas de saúde mental. 


Por outro lado à ciência exata no caso a Matemática com base em pesquisa de uma tese do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP revela uma outra vertente dos jogos digitais. Você sabia que é possível aproveitar esse gosto pelos games com a finalidade educativa?

De acordo com reportagem publicada no jornal da USP, um professor de Matemática resolveu testar os efeitos dos games em aulas de Matemática de crianças de uma escola estadual no município de Cotia, região metropolitana de São Paulo e obteve resultados curiosos. No caso experimental, os jogos escolhidos deram a chance dos alunos desenvolverem competências e habilidades matemáticas, raciocínio lógico, além da capacidade de resolver problemas e pensamento rápido.

Para o professor Adalberto Pereira, os jogos passaram a ser ferramentas importantes para o ensino e aprendizado da disciplina, deixando os alunos motivados e participativos na aula. Ainda segundo o docente, a compreensão da Matemática passa a ter outro significado a partir do momento em que os conteúdos são apresentados de forma contextualizadas com elementos presentes nos games.

Adalberto Bosco Castro Pereira, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP: jogos digitais conferiram novo sentido ao ensino e à aprendizagem da matemática – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens
 Segundo Adalberto Pereira “Os alunos estudam matemática e sentem que não vão usá-la na vida prática;  eles se sentem desmotivados. Ao contrário, a compreensão da matemática passa a ter um significado quando os alunos conseguem experienciar o raciocínio lógico, por meio do seu exercício efetivado com os jogos.”

Além disso, os estudantes relacionaram o conteúdo matemático a outros aspectos sociais, refletindo, por exemplo, sobre criminalidade e sobre preservação ambiental.

Realizada sob a orientação compartilhada com o professor Flávio  Silva, a pesquisa teve auxílio da professora Stela Piconez, coordenadora científica do Grupo Alpha (CNPq) da Faculdade de Educação da USP.

Diversão que ensina

 A intenção original de Pereira era utilizar jogos no computador. A infraestrutura tecnológica presente era precária; poucos computadores; ausência de rede wi-fi e insuficiência de salas disponíveis a todos os alunos. O Grupo Alpha desenvolve projeto de cultura digital  em escolas públicas e abrigou a pesquisa com jogos nos celulares dos alunos (prática conhecida como bring your own device, do inglês traga seu próprio equipamento), após autorização dos órgãos educacionais competentes. Os jogos Sim City, The Sims e Clash of Clans foram escolhidos pelos alunos. Foi realizado um estudo para verificar quais competências e habilidades matemáticas poderiam ser usadas para o ensino. “Sim City, por exemplo, é um jogo bem complexo de administração de cidades e que envolve conhecimentos de áreas interdisciplinares como a da matemática, mas também de economia, saúde, política, geografia, entre outros”, explica ele.

Por serem jogos que pedem cooperação entre jogadores, foi estimulado o uso de redes sociais, como na busca de tutoriais no YouTube, discussões em fóruns e um grupo no WhatsApp, para que fossem discutidos recursos, estratégias e que os alunos pudessem interagir.
O jogo Sim City, escolhido para fazer parte do projeto, acolhe diversas áreas do saber, como matemática, geografia e meio ambiente” – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens
  Como o jogo era cooperativo, eles se ajudavam, tiravam dúvidas e estavam sempre animados. Isso também contribuiu com a diminuição dos índices de bullying na escola”, acrescenta o professor.
Durante um dos grupos focais, o pesquisador colocou no quadro da sala de aula três questões envolvendo a resolução de equações do primeiro grau (Álgebra I) contextualizadas com elementos e linguagem presentes no jogo digital. Os alunos resolveram de cabeça a primeira questão, porém foram incentivados a tentar formalizar matematicamente suas respostas usando o elemento incógnita “X”, nomenclatura desconhecida por todos.

“A matemática, assim como outros conteúdos curriculares, utiliza vocabulário técnico, pouco familiar aos alunos. Os jogos ofereceram oportunidade de dar sentido à linguagem matemática das resoluções de problemas, transformando a compreensão do conceito matemático, aos níveis mais abstratos comunicados por linguagem alfanumérica”, descreve Pereira.
Os alunos conseguiram estabelecer relações do conteúdo matemático presente nos games, com a diversidade de outras áreas da vida social. Por exemplo, em relação às demandas do jogo de administrar uma cidade, inferiram a necessidade do prefeito estar preocupado com a destinação do lixo de uma cidade; e a redução da necessidade de construir presídios caso se investisse mais na construção de escolas e, assim por diante.

Desafios reais

 O docente afirma ser falsa e preconceituosa a ideia de que os games viciam, ao destacar que há contribuições muito importantes dos jogos digitais para a aprendizagem de conceitos matemáticos. Pereira e Stela defendem que, quando alinhados ao currículo oficial de matemática, estes recursos podem promover aprendizagem significativa em relação à compreensão de registros abstratos e superam a desmotivação dos alunos. O estudo constatou, inclusive, que eles auxiliam na melhoria dos resultados obtidos nas avaliações externas e nas possibilidades de autonomia na própria aprendizagem dos alunos.

Assim, a composição de dispositivo móvel sob a perspectiva bring your own device, com apoio de redes sociais, ajudam na superação dos maiores desafios das escolas públicas: infraestrutura tecnológica precária existente e ausência de formação dos professores. 

Para o pesquisador, estes “necessitam de formação permanente que os auxilie a utilizar jogos digitais como estratégia pedagógica de apoio à construção de conhecimentos matemáticos assim como metodologia específica para uso dos equipamentos móveis na escola com a finalidade de inovar no processo de desenvolvimento e avaliação da aprendizagem dos alunos”.





Sobre o Autor

Prof. Ms Valdivno Sousa é Contador, Matemático, Pedagogo, Psicanalista, Bacharel em Direito, Escritor e Mestrado em Ciências da Educação Matemática. Criador do método X Y Z que facilita na aprendizagem de equação e expressão algébrica com objetos ilustrativos. Docente nos cursos de Matemática, Ciências Contábeis, Administração e Engenharia. Autor de mais de 10 (dez) livros e têm vários artigos publicados em revistas e jornais especializados. Blogueiro Mtb 60.448, Consultor e Estrategista de Mídias Digitais. Semanalmente escreve para o portal D.Dez, Jornal da Cidade e Folha Online. Sobre: Comportamento, Educação Matemática e Desenvolvimento da Aprendizagem. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Equações Diferenciais Parciais, Matemática Computacional e Engenharia Didática, atuando principalmente nos seguintes temas: métodos numéricos, equações diferenciais, modelagem, simulações e didática no ensino de matemática. Acesse o site: www.matematicosousa.com.br E-Mail: valdivinosousa.mat@gmail.com Whatsap: 11 – 9.9608-3728

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